Acordo internacional permite a indiano reconhecer à distância paternidade de filha que vive no DF


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Publicado em: 10/08/2018

Um acordo internacional permitiu que um indiano reconhecesse à distância a paternidade de uma criança de 2 anos nascida em Brasília. Em 15 anos do programa “Pai legal” no Distrito Federal, este é o primeiro caso em que uma certidão de nascimento é atualizada com a colaboração de outro país.

 

A história


A mãe da criança, Rosilene Amorim, conheceu o indiano Sandeep Wasnik em 2010, em uma rede social. Começaram o namoro à distância. O primeiro encontro só ocorreu em 2013, quando eles se conheceram durante uma viagem dele a trabalho. Depois de idas e vindas, em maio de 2015, ele conseguiu uma vaga de emprego fixa, na mesma empresa em que Rosilene trabalha.

 

Em julho, ela engravidou. Porém, dois meses depois, o pai do indiano adoeceu e ele precisou voltar para a Ásia, mas com o compromisso de retornar ao Brasil antes de a criança nascer. No entanto, ele acabou se casando na Índia e não veio mais.

 

Alerta


Quando a mãe registrou a filha sem o nome do pai, o Ministério Público foi acionado pelo cartório. Ela foi notificada para trazer informações que pudessem ajudar a encontrá-lo. Então, ela forneceu o e-mail e o telefone dele, o que permitiu fazer todo o contato via WhatsApp.

 

De acordo com o MP, desde o começo Sandeep mostrou o interesse em reconhecer a filha e até contratou um advogado indiano para ajudar na tramitação. “Eu fiquei muito surpreso”, afirmou o indiano, que também fala português. “Era a minha vez de correr atrás dos documentos aqui na Índia.”

 

Documentação apresentada por indiano para reconhecer paternidade (Foto: Arquivo Pessoal)

 

 

Fonte: G1